O sofrimento da solidão

Por Vaneetha Rendall Risner

Uma das coisas mais difíceis para mim sobre o sofrimento é a solidão.

Inevitavelmente eu me sinto isolada. Ainda que meus amigos possam me ajudar, eles não conseguem se simpatizar com a minha tristeza. É um poço muito fundo.

Quando a perda é recente, pessoas ficam ao redor. Elas ligam, oferecem ajuda, enviam cartões e trazem refeições. O cuidado delas ajuda a aliviar a dor, mas por um tempo somente. Então elas param com as refeições, o telefone fica mudo e a caixa dos correios vazia.

Ninguém sabe o que dizer. Eles não têm certeza o que perguntar, por isso, muitos não dizem nada. Às vezes estou de boa com isso. É difícil falar sobre a dor. E eu nunca quero aquele sentimento de dó, com um olhar triste, o aperto no braço, e a pergunta silenciosa: “como você está?”

Eu não sei como responder a esta pergunta. Eu não sei como eu estou. Parte de mim está desmantelada. Eu nunca serei a mesma pessoa. Minha vida está radicalmente alterada. Todavia, outra parte de mim anseia pela normalidade, um retorno à familiaridade; para se misturar com a multidão.

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Ao invés de dizer “aguente firme!”

Por Paul Tripp

Título original: “Aguente firme!”

Você já viveu uma situação difícil e, ao passar por ela, alguém lhe disse “aguente firme”? Talvez você mesmo tenha dito isso a um amigo, recentemente.

Acho que nossa intenção é boa quando falamos coisas assim, e nosso objetivo é encorajar aqueles a quem amamos, mas sejamos honestos: “aguente firme” não ajuda muito a reanimar nosso espírito ou a fortalecer nossa postura.

Sendo ainda mais honesto, algumas vezes, acho que dizemos “aguente firme” porque não estamos preparados para ministrar às pessoas que compartilham os sofrimentos delas conosco. Então, o que deveríamos dizer da próxima vez que alguém se abrir conosco?

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Sofrendo bem

Se pretendermos sofrer bem, a boa teologia é essencial. Ela noa ajudará a perseverar durante nossas provações e nos dará esperança. Cremos que “ao anoitecer pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã (Sl 30.5). É a fé em nosso bom e soberano Deus que nos capacita a esperar pela manhã. Mas não devemos nunca nos esquecer que a noite é sempre longa, e o choro, incontrolável. — Dustin Shramek

Shramek, Dustin citado em Piper, John, Taylor, Justin, O Sofrimento e a Soberania de Deus, Cultura Cristã, São Paulo,SP, 2008, p.151.

Frase copiada de Viars, Stephen. Colocando o Seu Passado no Devido Lugar. Nutra Publicações, 2008, p. 125. (Veja aqui o livro no site da editora.)

O que NÃO dizer para alguém em luto?

Como conselheiro, as duas perguntas que eu mais recebo são:

  1. “O que eu devo DIZER para tal pessoa?”
  2. “O que eu devo FAZER para tal pessoa?”

Enquanto Nina ainda estava no útero, com o intuito de nos providenciarem consolo, recebemos muitos comentários e palavras desconcertantes. “Poderia ser pior, né?” “Você me parece bem.” “Deus está no controle de tudo, não tema.”

Dizer a verdade é essencial [clique aqui para um post sobre isso], mas a verdade sem amor não é completamente amor. Dizer a verdade não é suficiente para consolar alguém que está no processo de luto (um conjunto complexo de emoções). Aquele que deseja consolar deve se cuidar para apresentar o amor de acordo com a cultura e personalidade do indivíduo a ser consolado. Por exemplo, abraçar um brasileiro cuja mãe faleceu expressa algo diferente do que abraçar alguém da cultura oriental, onde abraços são mais raros e a noção de espaço físico pessoal é distinto. O significado das flores, a cor da roupa e a forma como se comportar num funeral são detalhes que podem ter diferentes significados, até mesmo dentro de uma mesma nação. O sotaque da população nortista e sulista não é a única diferença entre eles. Conhecer a pessoa a quem pretendemos ajudar é um desafio de amor e um tesouro de informação.

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A vívida experiência pela oportunidade da vida

A vídeo abaixo (em inglês) mostra de uma forma bastante vívida as emoções que envolvem a descoberta de um filho com síndrome de Patau.

Transcrevo (e traduzo) uma frase da mãe que me chamou a atenção:

Eu estou com medo de dizer adeus, mas eu não consigo imaginar como seria se não tivesse essa oportunidade, de conhecê-lo e… Amá-lo.

Clique aqui para vê-lo no Facebook com legendas em português.

Semelhantemente, a oportunidade que Deus nos deu de viver com Nina em casa nos trouxe muitas lições, além de uma alegria indescritível. Foi um presente de Deus tê-la em casa conosco, conhecê-la e amá-la.