A esperança na verdade

A esperança que não se realiza deixa o coração doente,
mas uma que se realiza é (como) uma árvore de vida.

– – Provérbios 13:12 – –

Durante o tempo que Nina esteva conosco fizemos o possível para descobrir a verdade. “O que Nina realmente tem? Quão severo é a síndrome de Patau? O que o médico não está nos dizendo? O que os artigos científicos publicados podem nos dizer? Como eles nos ajudam? Existem médicos bem preparados para nos ajudar com o parto dela? Algum pediatra profundamente ciente de uma situação como essa?” A lista de perguntas era grande.

As questões não eram somente horizontais, ou seja, de um pai para um médico, de uma mãe para pesquisadores, de avós para amigos(as). As dúvidas também eram verticais, ou seja, como tudo isso se relacionava com Deus. Morte, vida, estado eterno, paraíso, inferno, Criador, deficiência, pecado, etc. Qual é a verdade? Como descobri-la? Karen, eu e todos próximos de nós buscávamos por respostas.

Hoje, ao pensar no provérbio acima (13:12), pensei em pessoas que desconhecem a Verdade – sim, Verdade com a primeira letra maiúscula. Somente consegui pensar em duas opções para tais pessoas: (1) ou elas se frustram agora, ou (2) elas se frustram depois. Continuar a ler

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Cartas da História (Parte 14)

Parte 14
11/03/2012 – Deus permite estarmos com Nina em casa

A esperança que se retarda deixa o coração doente, mas o anseio satisfeito é árvore de vida. (Provérbios 13.12 NVI)

 

Desde que descobrimos que nossa filha nasceria com algum problema de saúde (ela tem síndrome de Patau), sabíamos que se nossa esperança não estivesse baseada em Deus, então desmoronaríamos. Nesta cartinha, um resumo dos últimos acontecimentos e da escolha em esperar nEle.
 
Nina saiu da mamãe quando já tinha 37 semanas e 5 dias de vida. Isso aconteceu no dia 27 de fevereiro, às 8:00hrs, tendo ela 2.080kg e 43cm. Nós já sabíamos da escolha médica em levá-la à U.T.I. após o parto. Depois de aproximadamente 72hrs, ela foi liberada para a U.C.I. (Unidade de Cuidados Intermediários). Ali ela passou mais tempo, mas já podíamos segurá-la e até alimentá-la, mesmo que pela sonda nasogástrica. Por ela não ter apresentado nenhuma instabilidade desde que nasceu, os médicos acharam por bem nós “morarmos” com ela no hospital por três dias, para também aprendermos a lidar especialmente com a forma com que temos de alimentá-la. Desde o dia 09 de março ela se encontra em casa, conosco. Posso somar a este gostoso momento dizendo que sua chegada foi exatamente no dia em que o Enzo, nosso primogênito, fazia três anos de idade. Comemoramos a chegada de Nina em casa e a manutenção de Deus na vida do Enzo com todos os membros das famílias Zambelli e Carreiro.
 
Temos sido imensamente consolados, ajudados e incentivados por nossos amigos. São orações, empréstimos e doações, emails e telefonemas. Ouvimos muitas frases de carinho, que entendemos sempre como bem intecionadas. Algumas vezes recebemos recados de como nossa experiência tem sido motivo para pessoas repensarem seu relacionamento com o Criador; aleluia (expressão que significa “louvado seja Deus”). Por favor, continuem nos ajudando e compartilhando conosco suas vidas através desta experiência que é de todos que crescem com ela.
 
Como seres humanos, fracos por natureza, nunca teríamos escolhido passar por essa experiência, mesmo de antemão conhecendo os frutos que temos colhido desta árvore. Somos gratos Àquele que escolheu por nós, especialmente porque Ele sabia que poderíamos, absolutamente que não sós, atravessar este vale que tem um final ainda mais difícil do que atravessamos até aqui.
 
Nina está há 13 dias fora do ventre da mamãe. Façam as contas: estatisticamente ela tinha 90% de chance para o óbito intrauterino; 90% de chance para óbito na primeira semana de vida. Nina, desde que nasceu, nunca ligou para o fato de ser sindrômica. Ela chora para comer e trocar as fraldas; ela sorri, espirra e tosse; ela pede, do seu jeito, por carinho e gosta de um colinho. É uma alegria tê-la conosco e acredito profundamente que isso é recíproco.
 
Ao contrário do que alguns podem pensar, não foi o fato de termos nossa esperança fundamentada em Deus o motivo pelo qual Nina está viva. Esta foi uma decisão soberana do Senhor da vida e da morte, que de antemão nos provisionou conhecer nossa amada pequenina e saber de suas dificuldades ainda no ventre.Temos nosso anseio satisfeito porque não há frustração quando as expectativas estão no Senhor, que a todo tempo age.
 
Motivos de gratidão
  • Pela permissão de Deus para que pudéssemos estar junto de Nina;
  • Por cada pessoa que nos ajudou a estar valentes perante a inusitada situação;
  • Por reconhecermos que estamos crescendo com tudo isso.

 

Pedidos de oração 
  • Para que saibamos lidar com sabedoria com as situações que ainda não surgiram;
  • Para que continuemos humildemente de pé.

Cartas da História (Parte 7)

Parte 7
30/11/2011 – Retorno a Campinas-SP

Queridos,

hoje deixamos João Pessoa por um tempo. São vários os planos que tínhamos; “ao homem pertencem os planos do coração, mas do Senhor vem a resposta da língua.”

Seguramente temos aprendido muito com toda a situação que temos enfrentado. Aprendemos a confiar mais em seu amor e justiça, e percebemos com mais clareza sua provisão e zelo. Temos sido muito confortados pelos irmão daqui e de outros lugares do mundo. A vocês todos que oraram e oram por nós, OBRIGADO!

Como já disse em algumas situações, queremos agora viver a alegria de depender em Deus. Pedimos por fé e por fidelidade. Queremos deixar a tristeza para depois, visto que não tenho razões para duvidar sobre o que meu Deus pode fazer. Se Ele curar Nina, não ficarei surpreso. Se Ele não curar, sujeitar-me-ei à Sua vontade e alegrar-me-ei. Quando isso acontecer, espero que nenhum irmão pense que sou insensível, mas que percebam o que já temos sentido: “a paz de Deus, que excede todo entendimento.” Como no versículo, o resultado tem sido genuinamente o que disse o apóstolo Paulo: “nosso corações e mentes estão guardadas em Cristo Jesus” (Fp 4.6).

Ore conosco, por favor:

  • Por segurança em nossa viagem;
  • Por cura pela Nina e consolação aos nossos corações;
  • Por ousadia e discernimento ao contarmos aos nossos amigos e parentes que ainda não sabem. Cremos ser esta uma oportunidade de falarmos do Médico dos médicos, Senhor dos senhores para eles.

Até mais para todos vocês.

Obs.: Eu havia enviado esta carta sem a boa correção da Karen.