Por que o tomaste de mim, Deus?

Por Tirzah Fernandes Pinto

Enfrentar perda e separação é parte de vivermos neste mundo caído. A morte, assustadora e inclemente, sempre paira no horizonte, por mais que olhemos para o outro lado.

Quando ela ceifa um de nossos amados, somos rápidos a perguntar: “Por que o tomaste de mim, Deus?” Porém, quantas vezes fizemos a pergunta inversa. “Por que o deste a mim, Deus?”

Tudo que Deus nos dá tem propósito. Aqueles que Ele nos deu por um pouco de tempo não foram mero acaso, tampouco uma cruel provocação. O impacto que cada um tem na vida do outro, para bem ou mal, nunca é desperdiçado nos planos de Deus.

Copiado do Facebook.

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O luto

Por Sam Williams

O luto faz todo o sentido. Ele é uma resposta honesta e natural à perda de alguma coisa boa. Faz todo o sentido se desmoronar quando alguém que você ama se vai. Expressões autênticas de tristeza são boas à alma. Deus nos deu dutos lacrimais por uma boa razão. Ele sabe o que é o luto. Ele era um homem de dores. Jesus chorou. O Pai das misericórdias sabe o que é perder um filho.

É importante nos lembrarmos que luto pode ter diferentes formas, dependendo da pessoa e do seu temperamento, sua relação com a pessoa que se foi e sua cultura. Há uma variedade de respostas emocionais honestas à morte: uma simples tristeza, choque e confusão, medo, raiva, culpa e às vezes há um emaranhado de emoções dolorosas que são difíceis de desvendar. Para isso precisamos um do outro.

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A morte como enigma a ser respondido

A morte não é um enigma a ser resolvido ou uma questão a ser respondida; em vez disso, ela é um mistério a ser confiado à sabedoria de Deus.

Death is not a riddle to be solved or a question to be answered; instead, it is a mystery to be entrusted to the wisdom of God.

Exley, Richard (2013-06-18). When You Lose Someone You Love: Comfort for Those Who Grieve (Kindle Locations 722-723). David C. Cook. Kindle Edition.

 

A vívida experiência pela oportunidade da vida

A vídeo abaixo (em inglês) mostra de uma forma bastante vívida as emoções que envolvem a descoberta de um filho com síndrome de Patau.

Transcrevo (e traduzo) uma frase da mãe que me chamou a atenção:

Eu estou com medo de dizer adeus, mas eu não consigo imaginar como seria se não tivesse essa oportunidade, de conhecê-lo e… Amá-lo.

Clique aqui para vê-lo no Facebook com legendas em português.

Semelhantemente, a oportunidade que Deus nos deu de viver com Nina em casa nos trouxe muitas lições, além de uma alegria indescritível. Foi um presente de Deus tê-la em casa conosco, conhecê-la e amá-la.

Cartas da História (Parte 16)

Parte 16
25/04/2012 – Preparados, mas desprepados
Esta cara já foi publicada em Nina Minha Filha. Abaixo os dois primeiros parágrafos, então, o link para o post original. 

Como família Carreiro Zambelli, o mês de março de 2012 foi o mais singular de nossas vidas. Nina, nossa filha, foi a chave-mestra desta história. “Nascida” no dia 27 de fevereiro, ficou conosco até dia 26 de março, quando Deus decidiu levá-la para Si.

Com exatidão, somente Deus é quem sabe o tempo de cada homem e mulher que habita, habitou e habitará este lugar. Neste planeta somos todos como brinquedos de corda, com começo e fim, não somos imortais. Nina era como uma uma linda bailarina de uma rara caixinha de música, mas que tinha pouca corda. Nós sabíamos disso, mas não queríamos que a música nem a dança acabassem.

Por termos estudado bastante sobre a síndrome de Patau, nós tínhamos uma boa expectativa sobre o que esperar de nossa filha. Conhecíamos relativamente bem o prognóstico, tínhamos acesso a dados científicos e estávamos acompanhados de bons profissionais. Apesar deste preparo, ainda estávamos despreparados para deixá-la partir. Não posso afirmar com plena segurança o que sentíamos, mas sem medo de errar, parte era porque nenhum pai ou mãe gostaria de ver seu filho ou filha deixando este mundo primeiro do que eles.

A ida de Nina foi mais um item da história da provisão de Deus. Ela entrou em falência quando estávamos numa rotineira consulta médica. As segundas-feiras depois do almoço era um tempo reservado especialmente para isso. Quando o eminente fim começou, havia um profissional para nos dizer o que estava acontecendo e não precisamos passar por aquele momento sem saber como proceder. Dirigimo-nos para o hospital, onde cerca de 3hrs depois de nossa chegada, ela partiu; seu coração não mais bateu, uma lágrima desceu.

Claro que esta foi uma das experiências mais expressivas que vivemos em toda nossa vida. Sabemos também que isso não ficou somente com a gente. Avós, irmãos na fé e muitos amigos sofreram juntos. Recebemos centenas de mensagens de apoio, dezenas de outras que, por causa dessa experiência, revia seu relacionamento com Deus. Muitas destas pessoas nós nunca conhecemos pessoalmente. Tenham certeza de que somos muitíssimos gratos a Deus por cada um que participou conosco desta história, que de alguma forma, consolou e nos motivou a continuar na trilha correta; obrigado.

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